Gostar de alguém é função do coração, mas esquecer, não. É tarefa da nossa cabecinha, que aliás é nossa em termos: tem alguma coisa lá dentro que age por conta própria, sem dar satisfação. Quem dera um esforço de conscientização resolvesse o assunto (…)
Saudade é um soco na boca do estômago. Romantismo é o coração em chamas, transbordando, sem espaço suficiente dentro do peito pra tudo que irá sair dali. Solidão é uma peça de um quebra cabeça de uma cachoeira no meio das peças de um quebra cabeça de uma montanha cheia de neve. Lágrimas são como unhas arranhando o quadro negro. Dá uma agonia gigantesca e ninguém gosta. E o amor? Ah… o amor é tudo isso junto. Só que é tudo isso, um tanto quanto mais intenso.
E eu, no fundo, te perdoava, te entendia, te amava cada vez mais. Você me mandou embora da sua casa, do seu carro, da sua vida, da memória do seu computador, do celular e do coração. Você me deletou. E eu fiquei quietinha, te esperando, rezando pra você ver que amor maior não tem.